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Bebês mortos são trocados e Hospital do Paranoá admite culpaDireção diz que a semelhança do nome dos pais provocou o equívoco. Um dos corpos vai precisar ser exumado

28 JUN 2018
28 de Junho de 2018
Dois bebês que nasceram mortos foram trocados no necrotério do Hospital Regional Leste, antigo Hospital Regional do Paranoá, nessa quarta-feira (27/6). Um deles chegou a ser enterrado por uma das famílias em luto. Depois que o equívoco foi notado pelos funcionários da unidade de saúde, nesta quinta-feira (28), o corpo vai precisar ser exumado.

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O hospital admite a culpa no caso. Disse que abriu um procedimento interno para apurar responsabilidades e instruiu as famílias a registrarem um boletim de ocorrência na Polícia Civil.
O equívoco teria ocorrido por causa dos nomes dos pais, que são parecidos: Fabrícia da Silva Borges, 29 anos, e Francisco Faustino, 39, que perderam um menino com 37 semanas de gestação; e Francisca Nalani Fabrício, a outra mãe, a qual esperava uma menina e estava com 20 semanas.

Francisca Nalani Fabrício teria dado entrada no hospital em 20 de junho, sentindo fortes dores abdominais e sem saber que estava grávida. Um procedimento cirúrgico de emergência foi realizado para a retirada do feto, o qual já estava morto.

“Esse feto acabou sendo trocado com o de outra família que também perdeu um bebê, cujos pais se chamam Fabrícia da Silva Borges e Francisco Faustino. A semelhança entre os nomes dos pais teria confundido a equipe médica. Assumimos o erro e pedimos desculpas aos familiares. É um caso inédito para nós. Nunca tínhamos lidado com isso”, explicou o diretor do hospital, Leonardo Ramos.

Pai indignado
A explicação, no entanto, não convence os parentes das vítimas do descaso. Procurado pela reportagem, Francisco Faustino, um dos pais envolvidos, diz que o corpo do filho dele foi enterrado pela outra família e precisará ser exumado. Ele afirmou que pretende acionar a Justiça contra o hospital.

Já perdi meu filho e ainda me fazem passar por tudo isso. É um constrangimento muito grande. Só não é maior que a falta de responsabilidade dos funcionários"
Francisco Faustino
Ele conta que a servidora responsável pela identificação dos natimortos teria confessado a culpa pela troca. “Ela disse na minha frente que não olhou o corpo direito e, por isso, errou. Não sei nem como estou conseguindo lidar com tudo isso”, desabafou ao Metrópoles.

Segundo o diretor, um fator que pode ter contribuído para a confusão foi a recusa de uma das famílias em fazer a identificação visual do bebê. “Um processo administrativo para apurar de quem é a responsabilidade pelo erro foi aberto e o hospital tem prestado todo apoio aos familiares”, destacou Leonardo.

Segundo a direção da unidade de saúde, todo natimorto é identificado com etiquetas e pulseiras contendo o nome dos responsáveis, ao chegar no necrotério. Porém, esses fetos são envoltos em panos que impedem a visualização dessas identificações, dando margem a possíveis equívocos.
FONTE: METRÓPOLES ( VICTOR FUZEIRA).
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